A dificuldade pode ser uma benção

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“antes de dar um Videogame, celular ou computador para uma criança, poderíamos dar a ela um bom livro ou instrumento musical. E quem sabe assim, produziremos não apenas usuários, mas também criadores, desenvolvedores e compositores de grandes ideias.

Estranhamos quando indivíduos chegam à adolescência, e por vezes até mesmo a idade adulta sem ao menos saber ler corretamente, formular uma frase ou pensamento, argumentar, redigir um bom texto ou redação.

Falar em qualquer chance de ver um bom texto dissertativo sendo criado então, seria como encontrar uma pedra preciosa do tamanho de um grão de areia perdida no oceano.

E nesse imenso oceano, onde a maré tem seus altos e baixos, é certo que nos encontramos no nível mais raso.

A tecnologia e a chamada inclusão digital trouxeram algumas facilidades, mas com estas facilidades a mente humana tem ficado cada vez mais preguiçosa.

Lembro-me de quando era garoto e não tínhamos dinheiro para comprar um brinquedo, pegávamos alguns pedaços de madeira e fazíamos nossos brinquedos. Com pouca sofisticação ás vezes, mas não com pouca criatividade e precisão.

Afinal quem não se lembra em descer uma ladeira em um carrinho de “rolimã”:

 

E depois de aprender a superar todas as dificuldades em fabricar seu próprio brinquedo, e de aprender a cair e levantar várias vezes, compreendíamos que o esforço na vida vale apena.

Organizávamos verdadeiras corridas e disputas onde também entendíamos que não importava apenas vencer, mas sim viver o prazer de desfrutar do esforço de um trabalho bem feito. Diferentemente desta geração mimada que após o primeiro tombo na vida, não tem coragem para se levantar. E não consegue encontrar prazer em nada.

A dificuldade na vida pode ser uma benção para aqueles que não aceitam permanecer caídos logo após a primeira queda.

Nossos filhos mal começam a andar e os entupimos de todo esse aparato tecnológico sem ao menos ensina-los que para construir tecnologias, é necessário compreender sua aplicação e utilidade. Ou seja entender qual o propósito daquilo que se faz e consequentemente daquilo que se usa.

Por isso, digo que antes de dar um Videogame, celular ou computador para uma criança, poderíamos dar a ela um bom livro ou instrumento musical. E quem sabe assim poderemos produzir não apenas usuários, mas também criadores, desenvolvedores e compositores de grandes ideias.

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